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Sobre Homero De Miranda Leão

Desde sua adolescência, Homero, interessou-se por gestão e políticas públicas, recebendo suas primeiras orientações de seus pais, o médico pediatra, sanitarista e gestor público Deodato de Miranda Leão e de sua mãe, a também sanitarista Eliana Maria de Miranda Leão. Formou-se médico em 1987 pela Universidade do Amazonas e especializou-se em Gestão de Saúde (FGV) e em Vigilância à Saúde (Fiocruz). Casado com a médica pediatra Adriana Bandeira de Melo e Miranda Leão, tiveram dois filhos, Taynah e Deodato Neto.
Sempre acreditou na força da política como instrumento de mudanças sociais e melhoria nas condições de vida. Seguindo os passos de seus ascendentes, candidatou-se a Deputado Estadual e a Vereador de Manaus, quando foi eleito para seu primeiro mandato.
Em sua trajetória profissional exerceu diversas funções, destacando-se:

Assessor do Gabinete do Executivo Municipal – 1982 a 1984
Assessor Técnico da Secretaria Municipal de Saúde – 1984 a 1987
Coordenador das Unidades Móveis de Atendimento Ambulatorial (SEMSA) – 1987
Coordenador das Operações Especiais de Atendimento de Urgência da SEMSA – 1987
Diretor do Centro de saúde do “São Francisco” – 1987
Médico da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas – 1987
Médico do Pronto Socorro Municipal “28 de Agosto” – 1987 a 1989
Médico do Serviço Regional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde
Oficial Médico da Força Aérea Brasileira – 1988 a 1991
Supervisor das ações do Departamento de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus – 1991
Diretor do Departamento de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus – 1991 a 2004
Coordenador das ações de combate à cólera na área aeroportuária da cidade de Manaus – 1991
Membro da Comissão Estadual de Combate à Cólera do Estado do Amazonas – 1991
Membro da Comissão Municipal de Combate à Cólera do Município de Manaus – 1991.
Presidente da Comissão Especial de Reformulação do Código Sanitário da Cidade de Manaus – 1995
Diretor Administrativo da Unimed Manaus – 1998 a 2002
Membro do Conselho Estadual de Defesa do Consumidor
Diretor Administrativo da Unimed Manaus – 2002 a 2006
Superintendente da Federação das Unimeds da Amazônia Ocidental – 2000/2004
Membro Eleito do Conselho Fiscal da Confederação das Unimeds do Norte e Nordeste – 2001
Membro Reeleito do Conselho Fiscal da Confederação das Unimeds do Norte e Nordeste – 2002 – João Pessoa – PB
Membro eleito para o Conselho Fiscal da Aliança Nacional Unimed – 2003 – Brasília-DF
Membro Eleito do Conselho Fiscal da Confederação das Unimeds do Norte e Nordeste para o exercício de 2004 – João Pessoa – PB
Membro Reeleito do Conselho Fiscal da Confederação das Unimeds do Norte e Nordeste – 2005 – João Pessoa – PB
Secretário Municipal de Saúde da cidade de Manaus – 2004
Coordenador Administrativo da Federação das Unimeds da
Amazônia

Candidato a Deputado Estadual nas eleições de 2006 pelo PHS
http://www.homeromirandaleao.com.br/images/bullet_blue.pngVereador eleito para 15a. Legislatura (2008-2013)
http://www.homeromirandaleao.com.br/images/bullet_blue.pngPresidente da Comissão de Saúde da CMM
http://www.homeromirandaleao.com.br/images/bullet_blue.pngVice-Líder do Prefeito de Manaus na Câmata Municipal
http://www.homeromirandaleao.com.br/images/bullet_blue.pngRelator Geral do Plano Diretor de  Manaus

Um pouco de minha família

Dr. Deodato de Miranda Leão

Deodato nasceu na cidade de Maués no dia 09 de novembro de 1934, sendo o primeiro filho do casal Letícia e Homero de Miranda Leão. A família mudou-se para Manaus onde Déo, como era carinhosamente tratado pelos seus familiares e amigos, estudou no Colégio Dom Bosco. O sonho desde a infância de ser médico o levou a aventurar-se numa mudança, no mínimo, climática. A cidade de Curitiba o acolheu e lá se formou médico pela Universidade Federal do Paraná em 1960.

Em Curitiba conheceu sua esposa, Eliana Maria, casando-se e constituindo sua família com os filhos Homero Neto e Afonso José. No início da profissão retornou para sua Maués e lá exerceu sua profissão como médico na antiga Fundação SESP e também na Prefeitura Municipal. Mudanças na política o fizeram – por pura perseguição – a voltar ao Paraná em busca de trabalho. Mas em 1967 estabeleceu-se definitivamente no Amazonas, onde fez brilhante carreira como pediatra e como gestor de saúde pública, exercendo diversos cargos, tais como de Diretor dos Hospitais Chapot Prevôt, Infantil, Getúlio Vargas, de Superintendente da SUSEMI (quando coordenou a implantação da maioria dos hospitais do interior do Estado), Subsecretário de Estado da Saúde, Secretário Municipal de Saúde – onde recebeu uma pasta com duas unidades de saúde e ao deixá-la, somavam 14 Centros Urbanos e diversos na área rural. O Pronto Socorro 28 de Agosto – também foi idealizado e projetado por ele e sua equipe.

Deixou sua marca de gestor dinâmico e audacioso sem diminuir a de médico pediatra de elevada capacidade e bem querência, sendo lembrado até os dias de hoje por centenas de seu ‘pequenos clientes’. Deodato foi homenageado em diversas oportunidades, destacando-se oGinásio Poliesportivo de Maués, o Auditório da Secretaria Municipal de Saúde, o Hospital de Autazes, o Centro de Saúde do Bairro da Glória, uma rua no bairro Lírio do Vale e outras tantas. A despeito de tantas obras e realizações e de tantas crianças curadas por suas mãos, Déo marcou sua passagem terrena especialmente pelo amor ao próximo e pelo dom de fazer amigos. No dia 12 de julho de 1984, aos 49 anos, Deus interrompeu sua luta desigual contra uma doença incurável e o chamou para estar com Ele. Ficou a saudade e o carinho dos tantos que com Déo conviveram e que até hoje tem em seus corações a certeza de que caminharam ao lado de um ser humano de luz e grandeza espiritual.
Homero de Miranda Leão

“Louvo-te, minha terra, nestes versos, por onde, entre emoções, andam dispersos meus sentimentos…Estes versos são Alguma coisa de teu solo. O traço que junta, pelo tempo e pelo espaço, o meu ao teu vibrante coração.”
Nascido em Maués – Amazonas, em 01 de janeiro de 1913, filho de Manuel José de Miranda Leão e Eponina Martins de Miranda Leão, casou-se com a Sra. Letícia Faraco de Miranda Leão com quem teve seis filhos. Exemplo para todos aqueles que com ele conviveram, Homero deixou um legado cultural, político e humano de dimensões imensuráveis. Faleceu em 08 de agosto de 1987, aos 74 anos. Membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Amazonense de Letras – Publicou em duas edições o livro de Poemas intitulado “MUNDURUCÂNIA”.

Exerceu o magistério de ensino de língua portuguesa no Município de Maués, onde se notabilizou como exímio conhecedor da língua pátria. Foi condecorado por diversas ordens de grande importância, destacando-se a do Ipiranga do governo de São Paulo entre outras. Muito cedo, o jovem poeta, despontou como grande líder de seu povo. Sempre convocado para recepcionar as autoridades públicas em visita a Maués, tendo arrebatado multidões encantadas com o verbo e a poesia do grande líder.

Em 1938 – foi nomeado Prefeito de Urucará.
Em 1940 – foi nomeado Prefeito de Manacapuru.
Em 1942 – nomeado Prefeito de Manicoré.
Em 1942 foi nomeado Inspetor de Rendas Municipais, função na qual se aposentou, em 1970.
Em 1947, com a volta do País à normalidade, foi Deputado à Assembléia Constituinte do Estado, pela Antiga U.D.N., tendo feito parte da Comissão Especial que elaborou a Constituição do Amazonas. Reeleito na legislatura seguinte renunciou à função para postular o cargo de Prefeito de Maués, onde não teve concorrente. Pleiteando novamente a Assembléia Legislativa, ficou na segunda suplência, tendo sido convocado, várias vezes, para o exercício do mandato.
Em 1955 voltou a concorrer a uma cadeira na Assembléia, obtendo a 1ª suplência, concluindo, porém, o mandato como titular.
Em 1963 foi Eleito Deputado Estadual pela legenda do P.S.D. e, com o advento da Revolução de 31 de março de 1964, eleito Governador do Amazonas, o Professor Arthur Cezar Ferreira Reis, este o escolheu, após alguns meses de governo, seu líder na Assembléia Legislativa do Estado.
Em 1967 foi reconduzido à Assembléia Legislativa, escolhido líder do governo Danilo Duarte de Mattos Areosa.
Em 1970, como presidente do Poder Legislativo, que foi por dois mandatos, assumiu várias vezes o Governo do Estado. Interrompeu sua carreira política, de 1971 a 1974, quando voltou a pleitear nas eleições de 15 de novembro, uma cadeira de Deputado, sendo eleito com expressiva maioria de votos. Desde o início do governo Henoch Reis, a 15 de março de 1975, exerceu as funções de líder do Governo, na Assembléia Legislativa do Estado.
Em 1967 foi eleito Deputado Estadual pela oitava legislatura, até 1979.
De 1979 foi eleito Deputado Estadual pela Nona Legislatura, até 1982.
Em 1982, foi reeleito pela Décima Legislatura Deputado Estadual até 1986.

Manuel José de Miranda Leão

Nascido em Maués, Amazonas, em 26 de outubro de 1886, o professor Manoel José de Miranda Leão é filho do Cel José Coelho de Miranda Leão e pai do poeta e Deputado Homero de Miranda Leão. Foi casado com a Senhora Maria Eponina Martins de Miranda Leão, com quem teve cinco filhos – João, Ester, Loló, Homero e Nelson. O Dr. Leãozinho – como era carinhosamente chamado pelo povo de Maués – exercia a arte de curar os enfermos que o procuravam, inclusive executando pequenos procedimentos cirúrgicos – era o médico da cidade, contam os mais antigos. Suas ações foram desenvolvidas através dos estudos nas diversas áreas – um autodidata que formou diversas gerações como professor em Maués, terra em que nasceu, viveu e morreu.
Tido como um homem de caráter inabalável, seo Leãozinho cativou toda a Maués de seu tempo e muitos que aquela cidade habitavam, serviram-se de seus préstimos como ‘ médico ‘.

Manoel José também caminhou pela política – conforme reza a tradição da família – tendo sido eleito prefeito de Maués em 1930, deixando sua marca em uma administração profícua.

Tinha, ainda, o dom da música e a todos distraia com suas canções e som de seu violão.

Um fato curioso e da intimidade da família, conforme contava sua amantíssima nora, Letícia Faraco de Miranda Leão:

“O Déo devia ter uns cinco anos e corria atrás de algumas galinhas no quintal de casa, segurando um guarda-chuvas, quando o seo Leãozinho disse – vai ser médico, Leta. Esse garoto vai ser um grande médico!”

A profecia concretizou-se e em 1960, Deodato de Miranda Leão – seu neto – formou-se médico pela Universidade Federal do Paraná e foi – de fato – um grande pediatra:

                          … Eis, Senhor, o meu Filho. Quantas vidas,
                            foram por ele, médico, soerguidas
                            para a consolação de tantos pais!…(1)

(1) Trecho de Meu Canto para Cristo de Homero de Miranda Leão (12/07/84)

José Coelho de Miranda Leão

Fundador da Sociedade Emancipadora Amazonense em 6 de março de 1880.

Antes de tratar deste vulto da história amazonense, é lícito retroagir ao seu genitor para fazer saliente sua ascendência genética com a qual se poderá conhecer de onde vieram os procedimentos que lhe exornaram a personalidade e a de seus descendentes.

José coelho de Miranda Leão fora filho de um seu homônimo, o comandante José Coelho de Miranda Leão, oficial de alta patente da esquadra portuguesa, à época em que as hostes de Napoleão Bonaparte invadiram e se apoderaram da pátria lusitana. Crê-se que acompanhara, no seu navio de guerra, a flotinha em que fugira a corte de Dom João VI para o Brasil, em 1807. Quando jovem, o seu nome era apenas José Coelho. Mas, seus amigos e parentes, de certo tempo em diante, acrescentaram-lhe o de Miranda, originado de sua cidade natal. Assim passou a chamar-se José Coelho de Miranda. Já se achando no Brasil, a serviço do rei, certo dia foi mandado combater um navio inimigo, possivelmente da esquadra francesa, o que desempenhou com ‘fúria brava’, derrotando o poderoso adversário. Dom João VI, contentíssimo, galardoou-o com o título de Leão do Mar para acrescentar ao seu nome, o que fez, passando a chamar-se José Coelho de Miranda Leão, que serviu de origem à nova família dos Miranda Leão, do Amazonas.

O comandante Miranda Leão, certamente já reformado, havia ido residir em Mazargão, na Província do Pará e aí contraiu matrimônio com a filha de um fidalgo português. Do enlace, nasceu o filho mais velho, homônimo do pai.

José Coelho de Miranda Leão nasceu em Manaus e aí faleceu em 1894. Eis a gênese da família Miranda Leão, que, há mais de um século está engrandecendo sua terra com o melhor do espírito e do coração.

O Coronel José Coelho de Miranda Leão foi educado e instruído em Lisboa. Regressando a Manaus, adotou, como atividade permanente, o comércio e mais tarde também a política. Sua casa de negócio ficava na rua Brasileira, hoje avenida Sete de Setembro. Casou-se com Martiniana Ferreira dos Anjos, descendente, em linha direta, da tribo dos manaós, de que fora chefe o intrépido índio Ajuricaba.

O Coronel Miranda Leão foi um autêntico autodidata, pois fizera sua cultura na observação dos fatos, na leitura de bons livros e no convívio da sociedade manauense.

Era um exemplo de conduta onde quer que estivesse. Quando foi instalada a Província do Amazonas, a 1º de janeiro de 1852, estava presente e assinou seu nome no 3º lugar, no termo da solenidade, como escrivão da Comarca de Manaus. Na lista dos deputados provinciais à Assembléia Legislativa para o biênio 1874-1876, lá está em companhia do Capitão Nicolau José de Castro e Costa, Coronel Francisco Antônio Monteiro Tapajós, Capitão Justiniano Braule Pinto e outros. Era um dos 15 eleitores que integravam o colégio dos volantes da capital.

Servia de Tenente-Coronel da Guarda Nacional de Manaus. Por alguns anos, continuou integrado a Assembléia Legislativa da Província. Um dos mais importantes serviços que prestou ao Amazonas foi a pacificação dos cabanos, em Luzéia (Maués), na Mundurucânia. Para isso, é nomeado, em 1838 ‘para acalmar os povos’. Cerca de oitocentos revoltosos o receberam, aos quais sugeriu a paz, garantido-lhes torná-la efetiva. Exigiram, como garantia, um refém; Miranda Leão, que estava acompanhado de seu filho Benjamim, deu lhe este, o qual foi aceito. Os revoltosos depuseram as armas. E a paz se fez, sem a troca de um tiro!

O Coronel Miranda Leão, falecendo, foi sepultado no antigo e hoje extinto cemitério São José, de Manaus, sendo, por volta de 1889, seus restos mortais transferidos para a atual necrópole de São João Batista.

Não fique sem registro que o pacificador dos cabanos possuía um honroso apelido que lhe fora posto em razão de sua resistência física e de sua inamovibilidade moral. Semelhante alcunha era – quebra-ferro –, que, há mais de um século, está acompanhando a família, como um lema de conduta. Ouçamos, sobre a gênese do cartaz, a ilustre e piedosa professora Maria de Miranda Leão, neta do saudoso varão: certa vez, posto a ferro, quebrou a algema e fugiu. De outra, sendo trancafiado numa prisão, arrebenta o gradil e escapa. É que os Miranda Leão, ou seja, os quebra, quebram mas não vergam. O Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, na sua galeria de vulto notáveis, guarda com apreço e estima, um retrato a óleo, em quadro-mural, de largas molduras, do Coronel José Coelho de Miranda Leão, dádiva da família representada na pessoa do brilhante homem de letras, Homero de Miranda Leão, neto do biografado. Todas essas informações foram dadas pela obsequiosa neta, professora Maria de Miranda Leão, ao professor Agnello Bittencourt.

 

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